Perdida por entre os ramos da vida e da morte, perdida por entre sorrisos e lágrimas, perdida por entre sonhos destruídos, perdida por entre cantos onde ninguém me vê...Perdida no que não sou, perdida no olhar, perdida entre pensamentos fúteis onde tu entras, perdida há muito por ti, por te ter amado!Perdida em lugares por mim reconhecidos e ilustrados com o manto preto da morte e infelicidade, perdida mesmo nos lugares que eu própria construí, perdida por caminhos que eu tracei para não me perder, perdida nos teus passos de glória, enquanto eu sou alguém semelhante a uma perda caída num chão onde rosas caminham...Perco_me em tentativas de tentar perceber o que leva as pessoas desta sociedade de ignorantes e racistas a serem tão inteligentes para umas coisas, mas quando se fala noutras serem tão ignorantes como alguém que não quer perceber, perco_me quando oiço ignorantes falarem dos custumes, tradições, gostos e vontades daqueles a quem chamam "filhos-do-diabo" [Góticos, que nada temos a ver com o Diabo] e pricipalmente perco_me em pensamentos onde navegam as tentativas de querem saber o que vai na nossa mente, dizendo que somos obscenos, e se afastam de nós na rua temendo alguma coisa...Perdida por entre paredes que me conduzem ao mesmo sítio, sítio este onde permanece um espelho, uma folha de pergaminho em branco, enrolada numa súbtil fita de cor negra com uma leve pena sobre ela caída e a mesma porta que tantas vezes abro e torno a abrir procurando uma outra saída... Pela primeira vez tento olhar_me no espelho, mas pura e simplesmente ele não reflecte a minha imagem e só depois começo a entender porque ele o faz, sim, é porque aquele espelho reflecte apenas a imagem de pessoas vivas, não reflecte a imagem das almas que por ali caminham... Pego na folha e na pena, abrindo_a com receio de o fazer podendo lá estar algo escrito desta vez e quando a abro sinto uma leve brisa na nuca fazendo com que olhe para a porta... E, sempre com receio vou abrindo a folha mas vejo que está novamente vazia, mas quando a abro por inteiro, sete palavras nela surgem dizendo: "...Esta é a folha da tua vida..." e apagam_se quando as acabo de ler, e aí espero que apareça mais alguma coisa, mas nada! A minha vida tinha sido um vazio até morrer para sair da dor consumida por entranhas que mortas estão...Escrevo então nessa folha que morri, e parti para um outro mundo, deste desconhecido, onde apenas duas almas nele residem, um mundo que construo aos poucos para nele poder procurar a segurança de que necessito para conseguir abrir os olhos e olhar para uma pedra negra que me acompanha!Dirigo_me à porta e abro_a, sem esperança porque tu a matas_te quando me matas_te também, e olho em frente quando vejo a entrada pintada de negro desse tal meu mundo e uma mão esticada para mim, com o rosto escondido numa capa cor de vinho escuro e retirando_lhe essa capa com capuz do rosto vejo o meu Anjo, vejo que ele me chama para entrar num mundo onde irei descançar em paz, ou aterrorizar_te até depois da tua morte...E nesse mundo permaneço até encontrar outro alguém que me faça sofrer, sem querer, como tu.. E perdida em desejos lamentaveis de te matar, em meu caixão onde morro, deito_me e entro num sono enterno...
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3 comentários:
Depois a gótica sou eu ¬¬'
=D
pq vc se perdeu ou como eu ñ sei! só ñ acho justo vc ñ deixar q eu a resgate em alguns momentos... ñ acho justo tmbm vc ñ me dizer o motivos dos fatos... me excluir pq disse a verdade e pronto! vou ter q pagar o preço por ser sua amiga e me preocupar cm vc assim?
*clap clap* (batendo palmas) ficou bonito o layout hein ;D
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