quarta-feira, 11 de junho de 2008

Uma descepção

Incrivel como uma palavra pode machucar e descongelar um sentimento que havia congelado.
Há muito tempo não sentia esse frio, angustia e medo de te perder.
4 anos e 5 meses!
Um sentimento que nunca tinha sentido igual, a atenção e carinho que eu precisava naquele momento....
Quando eu mais precisava vc apareceu e de um modo cativante e repetino você me conquistou. Me fez acreditar que existia amor e que alguem podia me amar...
Planos feito por nos dois mais q não sera realizado comigo...
Felicidades e o que te desejo.


Dor

Cinzenta manhã de inverno
Aguça o cheiro de paz
Traz conforto ao serpreso atrás dos vitrais
Singular sentimento
Me deprime ao extremo
Nostalgia me domina
Dilacera meu peito
Meu coração agora sangra
Minha alma se despedaça
Num segundo, sou luz resplandecente
No outro, só cinzas da tristeza
Ultra-romantismo crônico
Intrínseco desejo mórbido
O mal-do-século me fez assim
De repente me fecho e morro
Transpiro a solidão dos mortos
Nas sombras caio em devaneio
Moribundo nos braços da Deusa
Minguante e soturno, desvaneço
Sou um estranho dentre os vivos
Uma árvore retorcida pelo tempo
Espírito perdido na névoa
Espectro num cemitério maldito
Sou o choro da criança
O desespero num funeral
Sou o último suspiro
A melancolia fatal
Sou lágrima que escorre
Sou brisa que beija a face
O viajante que não retorna
Sou o semblante da saudade
Transpiro a solidão dos mortos
Do teu olhar ainda lembro
Transpiro a solidão dos mortos
Por que fostes tão cedo?


Rafael L. Reis

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