terça-feira, 6 de maio de 2008

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Enfim o silêncio...
Enfim o seu quarto!
Ela era confusa. Tudo era confuso... Mas só ali ela encontrava a privacidade necessária para rir e chorar como quisesse, o quanto quisesse. Mas as coisas não dependiam só dela. Por que a nossa felicidade ou tristeza não depende só da gente? Por que dependemos tanto das outras pessoas? Por que as pessoas geralmente não correspondem aos sentimentos que recebem? Isso é tão difícil assim? São tantas perguntas... E nenhuma resposta. Apenas ela, o quarto e seus milhares de pensamentos....Sinto-me confusa, nao sei o que quero, nem o que devo fazer...
Gostaria que fosse tudo diferente, que as coisas fossem mais faceis para mim...As vezes da vontade de desistir...outras vezes, um animo maluco, que nao se sabe de onde vem, que nos impulsiona a seguir em frente...mas logo passa.
O erro é gostar? Não, ou sim? Não sei o que querem que eu faça...acusam-me de estar errada, mas nao ajudam-me a mudar meu rumo. Meu coração esta confuso, indeciso, vazio e silencioso...ao mesmo tempo que tudo parece gritar dentro de mim, sinto-me vazia...
Espero que melhore. Porque, na verdade, eu so queria de volta o que eu perdi...



A noite chegou. Mas como era de costume, o seu sono ainda não.Durante horas ficou ali, na sua cama, lendo romances intermináveis onde, de instante em instante, dava uma rápida olhada para o telefone celular. Ela sabia que se recebesse alguma ligação ou mensagem de texto uma suave musicazinha tocaria, mas por via das dúvidas preferia sempre constatar com um olhar... mas nunca havia nada.Ela também reservava um momento para as orações, durante o qual fazia todos os seus agradecimentos, desejos para os dias seguintes e por fim pedia proteção para ela e para todos que queria bem... a lista era enorme e logo que terminou apagou a única lâmpada que iluminava o quarto e todo a casa, naquele momento.Ao atirar-se na cama viu pelo cantinho da janela, que a cortina não cobria, uma única e pequena estrela brilhante no céu. Isso foi o suficiente para encher-lhe de alegria! Era como se não estivesse mais sozinha naquele lugar. O fato da estrela também está solitária naquele imenso céu ajudava bastante... Clarisse se identificou com ela. Tornaram-se amigas. Ela e a estrela! Resolveu dar um nome para sua nova amiga e o escolhido foi Liz. Estrela de liz.Fitou-a por um longo tempo e queria entender porque ela também estava sozinha. Ela era uma estrela tão linda e com certeza não tinha problemas. "Puxa! Será que o destino de algumas pessoas, e algumas estrelas, é realmente ficar sozinho?" Perguntou para Liz. Sem obter respostas acomodou-se no travesseiro e fechou os olhos por não mais que 10 segundos e ao abri-los a surpresa: Liz não estava mais lá! Como pôde? Nuvens escuras podem ter coberto seu brilho... mas ela não iria sem se despedir. Resolveu esperar por sua nova amiga. Ficou encolhidinha no cantinho da cama, onde dava para avistar a estrela! Esperou, esperou e esperou, mas o cansaço foi mais forte. Enfim ela dormiu, igual a Liz, sem ao menos se despedir...

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